NA AMÉRICA LATINA, IMPERIALISMO NUNCA MAIS

A Galiza Nova representa um exemplo de solidariedade consecuente na defesa da soberania de todos os povos e naçons do mundo. O internacionalismo que nos define nom fica em discurso vazio, é parte do nosso o dia a dia, em tanto assumimos posicionamentos inconfortáveis na defesa daqueles povos e países que som diretamente atacados polo imperialismo. Isto nom é questom fácil nem menor. A coerência ideológica que carateriza a nossa organizaçom é a base para o avanço dos nossos alvos políticos.

Perante um imperialismo cada vez mais agressivo e imprevisível, é preciso conhecermos o inimigo real à hora de nos posicionarmos em cada conflito internacional, é dizer, os nossos posicionamentos nom devem guiar-se pola opiniom pública controlada polo sistema, senom ham de atender a critérios políticos, ideológicos e consecuentes com o anti-imperialismo e a soberania. E nom, nom vamos ser alheias a assumirmos contradiçons. Num mundo onde existe umha grande pluralidade de realidades sociais, culturais e nacionais, resulta certamente lógico a surgimento de governos de caráter anti-imperialista ou soberanista que nom coincidem, em grande ou pequena parte, com a nossa forma de construçom nacional. Certo é que esta realidade plural pode dar lugar a governos com eivas democráticas, repressom ou posicionamentos políticos contrários aos nossos. No entanto, defendermos a soberania de um país sem comprarmos o marco do imperialismo nom implica per se a defesa das suas políticas internas.

O nacionalismo galego nunca foi nem será confessional de nemhum caso diferente do galego. Porém, tampouco foi nunca neutral nem equidistante quando o imperialismo ataca um território polo simples facto de nom se submeter aos interesses das oligarquias dos Estados Unidos e dos seus aliados. O caso da América Latina é um claro exemplo disto.

A doutrina Monroe, “América para os americanos”, foi criada a inícios do século XIX na procura de evitar a intervençom e colonizaçom de poténcias europeias no continente americano. Aliás, a linha política impulsada polos EUA nunca pretendeu defender o conjunto do continente, senóm mudar o seu saqueador. Assi, os EUA tenhem utilizado os países da América Latina e o Caribe como o seu pátio traseiro, em tanto consideram o continente da sua propriedade. Mas a América Latina nom estivo polo labor de se independizar dos colonos europeus para se submeter ao ditado dos EUA.

O caso de Cuba resulta de especial relevância por ter suposto a mudança política de maior transcendência. A revoluçom cubana de 1959 conseguiu acabar com a ditadura do Batista e com o assovalhamento económico e político da ilha. Mas esta revoluçom nom se conformou com a simples construçom da soberania política, pois a revoluçom cubana também serviu para o desenvolvemento do socialismo, na luta por umha sociedade mais justa e igualitária sem exploradores nem explorados. Cuba supom um exemplo para o mundo do que significa a solidariedade e a construçom de umha sociedade diferente. Enquanto os EUA utilizam a saude ou a educaçom como um negócio, Cuba apostou pola alfabetizaçom da sociedade e o acesso universal à sanidade e ao ensino. Enquanto os EUA enviam tanques ao estrangeiro, Cuba envia médicas. Porque se bem Cuba nom é um território que puider importar polos seus recursos naturais, representa umha forte ameaça ideológica para o capitalismo em si.

Caso similar tem acontecido na Venezuela. A revoluçom bolivariana liderada polo Hugo Chávez supujo um grande golpe para os EUA, desta vez nom só polo caráter socialista do governo, senom por já nom contar com petróleo sob demanda. Com tudo, mália as diferentes estratégias dos EUA, como a guerra económica e mediática, bloqueios e sançons, ou mesmo golpes de Estado, o chavismo tem resistido o embate imperialista com o forte apoio popular. Ao igual que em Cuba, o povo venezuelano nunca estivo disposto a vender a sua soberania para evitar a pressom do imperialismo. Assi pois, o nacionalismo galego apoia o mantemento da revoluçom bolivariana frente à ultra-direta venezuelana títere dos EUA.

Mas nom só Cuba e a Venezuela som os países com grandes movimentos soberanistas e populares. Som vários os povos que apostárom por vias socialistas no século XXI, destacando os liderados da Cristina Kirchner na Arxentina, do Lula da Silva no Brasil, do Evo Morales na Bolivia, do Daniel Ortega na Nicaragua, do Pepe Mujica no Uruguai, do Gustavo Petro na Colombia, do Rafael Correa no Ecuador, do Pedro Castillo no Perú, ou do López Obrador e da Claudia Sheinbaum México. Mas esta conquista de projetos anti-imperialistas e socialistas em quase toda a América Latina nom é casualidade. É consecuência de que a luta contra a colonizaçom e pola soberania resulta chave para a construçom de umha sociedade muito mais justa e igualitária. A América Latina marca-nos um valioso exemplo para a soberania da Galiza.

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